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RECIFE LISBOA

Henrique Dias

Profundo conhecedor e excelente cantor do Fado, nosso diretor social arquiva aqui os fados que apresenta dia a dia e seus comentários.

Henrique Dias
31/08/2009 Balada Lisboeta Começa no Bairro Alto

Bairro AltoA NOITE NO BAIRRO ALTO

Bairro Alto. Duas da manhã de sexta-feira. Ruas escuras, estreitas, com gente que conversa, bebe e ri. Os bares estão cheios mas a concentração faz-se, principalmente, no meio da rua, agora sem circulação automóvel. A enchente e o avançado da hora - uma vez que é dia de semana - provam que o Bairro Alto continua a ser um ponto forte da noite de Lisboa.

Desde os anos 80 que é a zona mais conhecida da noite lisboeta, com inúmeros bares e restaurantes a par das casas de fado, local onde se situavam também quase todos os órgãos de imprensa de distribuição nacional. Nos últimos 20 anos adquiriu uma vida muito própria e característica, onde se cruzam diferentes gerações na procura de divertimento nocturno.

Parte dos prédios foram ou estão a ser recuperados, mantendo-se a traça original dos mesmos, o que veio permitir a instalação de novos e alternativos espaços comerciais, encontrando-se desde lojas multimarca e ateliers a lojas de tatuagens e piercing.

Aos poucos verifica-se também que passou a ser procurado como um lugar para viver, estando a sua população a ser renovada e rejuvenescida.

Durante o Século XIX e até ao terceiro quartel do Século XX, o bairro abrigava as sedes dos principais jornais e tipografias do país. Ainda hoje é possível encontrar ecos desse tempo em nomes de ruas como a Rua Diário de Notícias ou a Rua do Século. Este bairro, um dos mais intelectuais da capital, frequentado e habitado por jornalistas, escritores e estudantes, a um passo do Chiado, era também lugar de tascas de marinheiros, de lugares de má fama e de muita prostituição. Vitorino Nemésio faz alusões a este ambiente no romance Mau tempo no canal.

O edifício onde nasceu o Diário de Notícias foi mais tarde ocupado por A Capital (diário extinto em 2005), sendo hoje mais conhecido por «Edifício A Capital». Foi neste prédio que a companhia de teatro Artistas Unidos esteve sediada durante muito tempo. A companhia abandonou o espaço há alguns anos, uma vez que a Câmara Municipal vai proceder a obras de reabilitação.

BAMAPA
BAIRRO ALTO 1807

FADO DO BAIRRO ALTO


Música e Letra:
Carlos Neves /
Francisco Carvalhinho

Bairro Alto
Aos seus amores tão delicado
Certa noite deu nas vistas
E saiu com os trovadores
E mais o Fado
P’ra fazer suas conquistas

Tangeu as liras singelas
Lisboa abriu as janelas
E acordou em sobressalto
Gritaram bairros à toa
Silencio velha Lisboa
Vai cantar o Bairro Alto

Trovas antigas
Saudade louca
Andam cantigas
A bailar de boca em boca
Tristes bizarras
Em comunhão
Andam guitarras
A gemer de mão em mão

Por isso é que ganhou fama de boémio
Por condão é fatalista
Atiraram-lhe com a lama como prémio
Por ser nobre e ser fadista

Hoje saudoso, velhinho
Recordando com carinho
Seus amores, suas paixões
P’ra cumprir a sina sua
‘Inda vem p’ro meio da rua
Cantar as suas canções

Trovas antigas
Saudade louca…
.....................

Alguns lugares que recomendo
no Bairro Alto

RESTAURANTE JÁ DISSE:
Rua Diário de Notícias 42/46 - Lisboa

Poderia passar despercebido, tendo em conta a oferta de restauração que existe no Bairro Alto mas este acolhedor restaurante é um convite à boa disposição. Cozinha regional e decoração que se ajusta na perfeição, não se intitula como casa de fados, mas antes um restaurante com ambiente muito próprio onde a canção típica portuguesa tem uma palavra a dizer.

A Severa
Rua das Gáveas,
TEL: 55 21 342 83 14
www.asevera.com
Fundada em 1955 por Júlio Barros Evangelista o qual apostou desde o início num grande elenco de fadistas de renome. O seu sucesso deveu-se, no entanto, à habilidade culinária da sua mulher, Maria José, com a criação de pratos considerados novidade na altura, tais como, o Arroz de Tamboril e as Lulas Recheadas. Da decoração actual fazem parte painéis de azulejos pintados à mão, candeeiros de rua e arcos. O Fado canta-se todos os dias a partir das 21h30 com João Queirós (Fado de Coimbra), Natalino Jesus, Lina Santos e Elsa Coimbra acompanhados à guitarra por Armandino Santos e à viola por José Maria Nóbrega. Também tem folclore.

A Tasca do Chico
Rua do Diário de Notícias, 39
21 343 10 40
Foi em 1994 que Francisco Gonçalves, natural de Amarante e a viver no Bairro Alto desde 1972, abriu a "Tasca do Chico". Trabalhava na "Adega Mesquita", conhecido restaurante e casa de fados do bairro, e começou a aperceber-se de que as tascas típicas estavam a fechar para dar lugar aos bares. "Era com pena que via isso". Com o "bichinho do fado", Chico decidiu aventurar-se e criar o seu próprio negócio, reservando duas noites por semana para o fado vadio. Tem um ambiente espectacular, quase mágico, que o transporta tanto pelo “antigo” fado como por novas expressões do mesmo.

Restaurante Nô-Nô
Rua do Norte, 47-49
21 342 99 89
Mário Rodrigues, conhecido pelos amigos como Nónó, trabalhou 30 anos como fotógrafo na Adega Machado, até que resolveu abrir o seu próprio restaurante com Fado. É uma casa pequena onde frequentemente se canta ao despique.
Das especialidades da casa destacam-se as pataniscas com arroz de feijão e o arroz de marisco.

O Canto do Camões
Travessa Espera, 38
21 346 54 64 - www.cantodocamoes.com
Casa típica onde se pretende que o cliente se sinta em casa. Procura marcar a diferença no atendimento e mostrar a arte de bem servir à mesa. Não é obrigatório jantar no Canto do Camões. Aceita marcações e reservas para depois do jantar com consumo mínimo implícito.


ALFAMA
A L F A M A

ALFAMA

O Bairro de Alfama em Lisboa não vive só dos Santos Populares, das marchas do fado e do Lisboa Downtown. Virada a sul com vista para o Rio Tejo, Alfama estende-se do Castelo de São Jorge à Doca do Jardim do Tabaco e é dos maiores destinos turísticos de Lisboa.

Visitar Alfama é visitar a arquitectura, os sons e os odores da Lisboa antiga. Este é um dos bairros mais típicos de Lisboa. Nas suas estreitas e sinuosas ruas encontrará o tesouro escondido de Alfama e nas suas íngremes escadas poderá respirar a alma de Lisboa.

Em Alfama, ainda é possível ver vestígios das ocupações Romana e Árabe, duas das civilizações mais dominantes no passado de Lisboa. As ruas estreitas, resultado da cultura Muçulmana, guiam-se por leis individualistas em que os espaços públicos não são importantes. Estas ruas são uma marca do Corão, onde pouco valor é dado às fachadas em detrimento do interior das casas, que é muito mais valorizado.

Alfama foi em tempos lar de delinquentes, desafortunados ou ingratos e, devido à sua proximidade com o mar, foi também casa de muitos marinheiros.

Reconstruída pela população local depois do terramoto de 1755, Alfama correu o risco de ser demolida, o que felizmente não aconteceu uma vez que esta zona da cidade foi considerada um livro de história viva, onde o passado se mistura com o presente...

ALFAMA

Alfama, bairro velhinho
Monumento de saudades
Sacrário de tradições,
Tens um lugar de carinho
E de sincera amizade
Nas minhas recordações
Tens um lugar de carinho
E de sincera amizade
Nas minhas recordações

Bairro de gente do mar
Varinas e Marinheiros
São o fruto que nos dás,
Honrados no trabalhar
Alegres e galhofeiros
No descanso e boa paz
Honrados no trabalhar
Alegres e galhofeiros
No descanso e boa paz

Quando tens uma tristeza
No coração magoado
Cantando sabes dizer,
Este fado é uma reza
E desabafas num fado
A razão do teu sofrer
Este fado é uma reza
E desabafas num fado
A razão do teu sofrer

Usando por guerrelhice
Craveiros a enfeitar
O beco mais recatado,
És mais velha que a velhiçe
Mais marinheira que o mar
E mais fadista que o fado
És mais velha que a velhiçe
Mais marinheira que o mar
E mais fadista que o fado

ALFAMA

Composição:
Ary dos Santos/ Alain Oulman

Quando Lisboa anoitece
Como um veleiro sem velas
Alfama toda parece
Uma casa sem janelas
Aonde o povo arrefece

É numa água-furtada
No espaço roubado à mágoa
Que Alfama fica fechada
Em quatro paredes de água
Quatro paredes de pranto

Quatro muros de ansiedade
Que à noite fazem o canto
Que se acende na cidade
Fechada em seu desencanto
Alfama cheira a saudade

Alfama não cheira a fado
Cheira a povo, a solidão,
Cheira a silêncio magoado
Sabe a tristeza com pão
Alfama não cheira a fado
Mas não tem outra canção.

É OU NÃO É

É ou não é
Que o trabalho dignifica
É assim que nos explica
O rifão que nunca falha?
É ou não é
Que disto, toda a verdade,
Que só por dignidade
No mundo, ninguém trabalha!

É ou não é
Que o povo diz que não,
Que o nariz não é feição
Seja grande ou delicado?
No meio da cara
Tem por força que se ver,
Mesmo até eu não meter
Aonde não é chamado!

Digam lá se assim ou não é?
Ai, não, não é!
Digam lá se assim ou não é?
E Ou Nao E
Ai, não, não é! Pois é!

É ou não é
Que um velho que à rua saia
Pensa, ao ver a minissaia:
Este mundo está perdido?!
Mas se voltasse
Agora a ser rapazote
Acharia que saiote
É muitíssimo comprido?

É ou não é
Bondosa a humanidade
Todos sabem que a bondade
É que faz ganhar o céu?
Mas na verdade, não
Lá sem salamaleque,
Eu tive que aprender
É que ai de mim se não for eu!

VOU DAR DE BEBER À DOR

Foi no domingo passado que passei
À casa onde viveu a Mariquinhas
Mas está tudo tão mudado
Que não vi em nenhum lado
As tais janelas que tinham tabuinhas
Do rés-do-chao ao telhado
Não vi nada nada nada
Que pudesse recordar-me a Mariquinhas
E há um vidro quebrado e isolado
Onde havia as tabuinhas

Entrei e onde era a sala agora está
Á secretária um sujeito que é lingrinhas
E não há colchas com barra
Nem viola nem guitarra
Nem espreitadelas furtivas das vizinhas
O tempo cravou a garra
Na alma daquela casa
Onde às vezes petiscávamos sardinhas
Quando em noites de guitarra e de farra
Estava alegre a Mariquinhas.

As janelas tão garridas que ficavam
Com cortinados de chita às pintinhas
Perderam de todo a graça
Porque é hoje uma vidraça
Com cercadura de lata às voltinhas
E lá p´ra dentro quem passa
Hoje é p´ra ir aos penhores
Entregar ao usuário umas coisinhas
Chegou a esta desgraça toda a graça
Da casa da Mariquinhas.

P´ra terem feito da casa o que fizeram
Melhor fora que a mandassem p´ras alminhas
Pois ser casa de penhor
O que foi viveiro de amor
É ideia que não cabe cá nas minhas
Recordações de calor
E das saudades o gosto
Que vou procurar esquecer numas ginjinhas
Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas.

LÁGRIMA

Cheia de penas, cheia de penas me deito
E com mais penas,com mais penas me levanto
E no peito já me ficou no meu peito
Esse jeito, o jeito de te querer tanto

Desespero tenho por meu desespero
Dentro de mim, dentro de mim o castigo
Não te quero eu digo que não te quero
E de noite, de noite sonho contigo

Se considero que um dia hei-de morrer
No desespero que tenho de te não ver
O meu xaile, estendo o meu xaile no chão
Estendo o meu xaile e deixo-me adormecer

Se eu soubesse, se eu soubesse que morrendo
Tu me havias,tu me havias de chorar
Por uma lágrima por uma lágrima tua
Que alegria me deixaria matar

Mouraria

Bairro típico de Lisboa, que deve o nome à antiga população de mouros que o habitava ao tempo da pós-conquista de Lisboa aos tais “mouros” Desenvolve-se ao longo da encosta poente que subjaz ao Castelo de S. Jorge e estende-se para Norte ainda hoje, já séc. XXI, a sua população é multiétnica, multicultural e multilingue. Nota-se a manutenção de antigas tradições e costumes de Lisboa como a da marcha tradicional do Stº António ou a procissão da Senhora da Saúde.

Tão antigo como a nacionalidade, o bairro da Mouraria, após a conquista de Lisboa, em 1147, por D. Afonso Henriques, foi o local escolhido para albergar os mouros que se mantiveram na cidade. No reinado de D. Manuel l, com a expulsão dos mouros e judeus, uma parte do bairro alojou populações cristãs, formando-se assim uma Mouraria ainda mais eclética. O bairro ganhou má fama quando os marginais e as prostitutas passaram a ser frequentadores assíduos.

A Mouraria evoca tempos de façanhas que estão na memória comum dos lisboetas. Hoje é sobretudo um bairro pitoresco, multi-étnico onde ainda persiste a tradição do fado.

Rua do Capelão

É a Mouraria mais típica, entre a rua da Mouraria e a da Guia. O seu nome terá origem num oratório armado numa parede com frente à rua e que merecia a maior devoção dos habitantes do lugar que à tarde ali se juntavam para rezar. No prédio de esquina do Beco do Forno e Rua do Capelão, n.º 34 terá vivido a célebre fadista Severa e mesmo ao lado está a casa onde nasceu o fadista Fernando Maurício.

Passeio pela Mouraria

A pé:
Mouraria / Castelo / Alfama

O passeio começa junto à estação de Metro do Martim Moniz, na Rua do Capelão (1). Siga pela Rua da Mouraria até à Igreja da Senhora da Saúde (2), com belos azulejos e altar em talha, visitável de tarde e quando há missa. No renovado Largo do Martim Moniz (3) fica o peculiar e multiétnico Centro Comercial da Mouraria. Entre no pitoresco bairro da Mouraria pelas Escadinhas da Saúde (4) e prossiga pelo Largo da Rosa, com o Convento do mesmo nome (5) e a Igreja de S. Lourenço.

Continuação pelo largo da Achada (6), pela Igreja de S. Cristóvão (7) e, subindo a Calçada Marquês de Tancos, encontra o Mercado Municipal do Chão de Loureiro (8), que integra alguns ateliers de artistas plásticos e uma bela esplanada. Pela Rua da Costa do Castelo passa pela Escola de Circo do Chapitô (9) e, descendo as Escadinhas de S. Crispim (10), atinge a Rua de São Mamede, com o Palácio do Correio Velho (11) à esquerda. Pela Travessa do Almada vai à Igreja de Santa Maria Madalena (12). Da Rua da Sé chega-se ao Largo de Santo António (13), com tascas e o Museu Antoniano, que encerra às Segundas. Mais acima fica a Sé Catedral (14), de 1147, onde pode visitar o Tesouro da Sé e as ruínas romanas.

Suba a Rua Augusto Rosa até ao Miradouro de Santa Luzia (15) e aprecie as vistas do Tejo e do Bairro de Alfama. Mas falta ainda o indispensável Castelo de S. Jorge (16) – Centro de Interpretação da Cidade. Chega-se lá via Rua de S.Tiago .

A arquitetura justifica bem o esforço.

Passeio pela Mouraria (cont)

Nos jardins do castelo desfrute as soberbas vistas da cidade e estuário. Saia, virando à esquerda para a Rua do Chão da Feira, e pelo Largo Mor até à Igreja de Santa Luzia (17). No largo das Portas do Sol (18) pode admirar a paisagem, visitar a Fundação Ricardo Espírito Santo e suas Oficinas e posteriormente descansar numa das esplanadas. Ou então descer pelas escadarias do arco à direita, até à Igreja do Largo de S. Miguel, seguindo até ao estreitíssimo Beco do Carneiro e à Igreja de Santo Estêvão (19). Pela Rua dos Remédios chega ao Largo do Chafariz de Dentro (20) – Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa. E, se for Junho, quando se realizam as Festas Populares, mergulhe na imensa animação popular. Mas, se estiver cansado, é melhor entrar num táxi e ir repousar um pouco.

MOURARIA

AI MOURARIA

Ai, Mouraria
da velha Rua da Palma,
onde eu um dia
deixei presa a minha alma,
por ter passado
mesmo ao meu lado
certo fadista
de cor morena,
boca pequena
e olhar troçista.

Ai, Mouraria
do homem do meu encanto
que me mentia,
mas que eu adorava tanto.
Amor que o vento,
como um lamento,
levou consigo,
mais que ainda agora
a toda a hora
trago comigo.

Ai, Mouraria
dos rouxinóis nos beirais,
dos vestidos cor-de- rosa,
dos pregões tradicionais.
Ai, Mouraria
das procissões a passar,
da Severa em voz saudosa,
da guitarra a soluçar.

HÁ FESTA NA MOURARIA

Há festa na Mouraria,
é dia da procissão
da senhora da saúde.
Até a Rosa Maria
da rua do Capelão
parece que tem virtude.

Naquele bairro fadista
calaram-se as guitarradas:
não se canta nesse dia,
velha tradição bairrista,
vibram no ar badaladas,
há festa na Mouraria.

Colchas ricas nas janelas,
pétalas soltas no chão.
Almas crentes, povo rude
anda a fé pelas vielas:
é dia da procissão
da senhora da saúde.

Após um curto rumor
profundo siléncio pesa:
por sobre o largo da guia
passa a Virgem no andor.
Tudo se ajoelha e reza,
até a Rosa Maria.

Como que petrificada,
em fervorosa oração,
é tal a sua atitude,
que a rosa já desfolhada
da rua do Capelão
parece que tem virtude.

ZANGUEI-ME COM MEU AMOR

Zanguei-me com o meu amor
Não o vi em todo o dia
Zanguei-me com o meu amor
Não o vi em todo o dia
A noite contei melhor
O fado da mouraria
A noite contei melhor
O fado da mouraria

O sopro de uma saudade
Vinha beijar-me hora a hora
O sopro de uma saudade
Vinha beijar-me hora a hora
Para ficar mais a vontade
Mandei a saudade embora
Para ficar mais a vontade
Mandei a saudade embora

Quando regressou ao ninho
Ele que nem assobia
Quando regressou ao ninho
Ele que nem assobia
Vinha a assobiar baixinho
O fado da mouraria
Vinha a assobiar baixinho
O fado da mouraria
Vinha a assobiar baixinho
O fado da mouraria.

ATUALIZADO 22 AGOSTO 2009