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E por falar em Natal...
O Natal é, sem dúvida, uma das celebrações mais complexas do calendário português, no qual se observam elementos de cultos solsticiais e dos mortos, cerimónias da liturgia cristã comemorativas do nascimento de Jesus Cristo, entre outros.
Atualmente, devido a uma crescente globalização, o Natal português começa a ser influenciado por outras culturas, sobretudo através dos filmes americanos, um dos factos que comprova este tendência é a substituição do Menino Jesus pelo Pai Natal na entrega dos presentes; os tradicionais presépios, que representam o nascimento de Cristo (e que constituem um dos motivos mais notórios da estatuária popular portuguesa) têm agora de coexistir com a árvore de Natal, de origem certamente germânica. Contudo, isto não quer dizer que as tradições natalícias portuguesas desapareceram!
No dia 24 Dezembro, véspera de Natal, à noite, em certas partes do país (especialmente no norte) tem lugar a ceia de Natal (chamada de consoada), nesta serve-se bacalhau cozido e a doçaria cerimonial (rabanadas, sonhos, mexidos, etc.). Ainda no dia 24, no final da ceia, há a missa do galo à meia-noite, embora actualmente esta missa esteja a cair em desuso.
No próprio dia 25, há um jantar melhorado com carnes diversas, em algumas zonas do país no almoço do dia 25 é servida a tradicional roupa-velha, feita com os restos da consoada do dia anterior.
Um costume já quase esquecido é o de durante a ceia do dia 24 evocar-se os mortos, com o seu lugar à mesa, fazendo-se uma duplicação da ceia para eles numa outra sala.
Em certas zonas queima-se cepo do Natal, particular (nos lares), ou público (nos adros), à volta do qual se cantam canções tradicionais portuguesas.
O Natal é uma ocasião de ofertas e presentes cerimoniais: as consoadas.
Fonte: Sapo.pt

Edição:Lukar |
RECIFE
LISBOA |

Aí vem o Natal
Interprete - Alfredo Duarte Júnior
Aí vem o Natal! De tão velhinho
Traz uns trémulos passos de incerteza,
É preciso ampará-lo com carinho
E dar-lhe um lugar de honra à nossa mesa
Aí vem o Natal de sonhos ledos
Dos sonhos que se sonham acordados,
Traz um saco cheinho de brinquedos
Modernos, sugestivos, engraçados...
Um ror de peças, tanques, aviões
Miniaturas de espadas e de lanças,
Máscaras, espingardas e canhões
Enfim, toda a alegria das crianças...
Seria bom no entanto que o Natal
Às lutas dos miúdos desse fim,
Nanja que dessas guerras venha o mal
Mas as zangas começam sempre assim...
Aí vem o Natal, um velho ufano
Que espalha pelo mundo os seus engodos,
Deus queira que ele venha este ano
Com bandeirinhas brancas para todos!...
Um Feliz Natal e o melhor 2010
Henrique Dias |

OS HOLANDESES E AS BATATAS
No “Diário em Revista” publicado no passado dia 15 de Novembro fui ler, como habitualmente, a pagina de gastronomia porque, por vezes, tem receitas muito interessantes.
Yoshi Matsumoto, o mentor de um restaurante em Boa Viagem, publicou a receita de Okonomi-Yak e pensei que um dia destes iria lá prová-lo. Entretanto, no decurso da receita, ele escreve “ ... cada província tem seu plantio ou agricultura ... no norte, por exemplo, é comum a batata inglesa, trazida pelos holandeses ...” !!!
Aí o chefe salgou a receita ...

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NA COLUNA DO DELMAR |
Recife - Capital da Neolatinidade
III FESTLATINO
- Recife, vai ser, entre os dias 24 e 27 deste mês, a capital mundial da neolatinidade. Escritores, estudiosos, professores e artistas de vários países de três continentes diferentes, África, Europa e América Latina, vão se reunir na cidade para participar do III Festival Internacional de Línguas e Literaturas Neolatinas (Festlatino).
- No encontro estarão presentes escritores, professores, artistas e representantes culturais de países europeus e da América Latina, como Espanha, Portugal, França, Itália, Venezuela, Cuba e Argentina para discutir o tema ”Desafios da Neolatinidade: o diálogo cultural e as línguas neolatinas na Europa, África e América Latina”.
- O evento é gratuito e aberto ao público. Este ano, a personalidade homenageada é a escritora Nélida Piñon, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), e primeira mulher a presidir a instituição, nos anos de 1996 e 1997.
José Miranda |